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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MÃE ESCRAVA

Pandemonium

No fundo de tristeza e de agonia
O teu perfil passa-me noite e dia.

Afrito, aflito, amargamente aflito,
Num gesto estranho que parece um grito.

E ondula e ondula e palpitando vaga,
Como profunda, como velha chaga...

Uma visão gerada do teu sangue
Quando no Horror te debateste exangue

Por toda a parte escrito em fogo eterno:

Inferno! Inferno!, Inferno! Inferno! Inferno!

E os emissários espectrais das mortes
Abrindo as grandes asas flami-fortes...

Tais são os vagos círculos inquietos
Dos teus giros de lágrimas secretos.

Eis que te reconheço escravizada,
Divina Mãe, na dor acorrentada.


CRUZ E SOUSA

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