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sábado, 11 de dezembro de 2010

Euclides 2 - O "nosso" lado; o "inimigo"...


"Súbito silêncio desce sobre os dous campos. À 1 hora - novo assalto, mais impiedoso ainda. Formam-se todos os batalhões. Era como a oscilação de um aríete. A nova pancada percutiu, insistente, nas linhas do flanco direito. O impetuoso Pajeú baqueia mortalmente ferido. Tombam do nosso lado muitos combatentes e entre os quais, morto, o tenente Figueira, de Taubaté; feridos o comandante do 33º, o capitão Joaquim Pereira Lobo e muitos oficiais. A fim de distrair o inimigo, o comandante-em-chefe determina que atirem os corpos do flanco esquerdo, ainda não investidos. A força toda descarrega as armas contra o arraial. Segue em acelerado uma metralhadora para reforçar a direita.
Atroam no alto todas as baterias da Favela...
Repele-se o inimigo. À noite tirotear constante até à madrugada" Euclides da Cunha, Os Sertões, p.386.

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