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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Até a Chapada








Estão “trabalhando” na pavimentação da estrada, não nessa época do ano, é claro. Choveu à noite e eu nem havia percebido. Com as obras e a chuva a pista ficou impossível e só mesmo pelas mãos de Deus não capotei Clio, a Musa da História. Escorregou, freei e piorou, acelerei e piorou, reduzi e acelerei e então caí no barranco, debaixo de chuva, cem metros depois do início da luta (ou depois do vacilo). Não fiz fotos para não assustar ninguém e as cenas que se seguiram estão apenas na minha memória e na dos que me ajudaram a resgatar Clio, segura apenas por um fio que a ligava aos Céus. Você saiu de uma pirambeira, como disse um morador do lugar. Trator, uma dúzia de carros que pararam, um guincho vindo de Arinos e eis que estamos, eu e Clio, de volta à estrada, agora rodando a 30 km/h, escutando Chico Science no volume 25 e eu dando muitos gritos de agradecimento. Gritos mesmo, com a cabeça pra fora da janela. Gritei muitas coisas, muitos nomes bonitos (juro) e agradeci por não acontecido nada além de gastar 130 reais inesperadamente. Fiz o resto da viagem até a Chapada, na velocidade estonteante já mencionada, e cheguei ouvindo Pena Branca e Xavantinho cantando Cuitelinho.

Cheguei à Chapada Gaúcha às 14 horas fui direto ao Hotel e Restaurante Recanto de Minas, que a polícia me indicou. Hospedei-me e almocei. Deve ter uma mineira na cozinha. Claro que o hotel não é de mineiros, é só nome, para evocar sabores diferentes daqueles do lugar. Acho que tudo ali pertence a gaúchos, terras, lojas, postos de combustíveis, casas de sementes, oficinas, até lan houses.

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