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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

"A terceira margem do rio"



Para Riobaldo os rios não escorrem horizontalmente, mas crescem, como árvores, na vertical, como um grande tronco. Suas margens são abismos, paredões, precipícios. Toda a matéria viva na Terra “cresce” nessa mesma direção, em busca de luz. Por isso os “rios bonitos” são os que nascem no poente (na sombra) e caminham, subindo em direção à luz, ao sol nascente. São orientados para  o conhecimento. “Hora da palavra, hora de não dizer nada, fora da palavra, quando mais dentro aflora toda a palavra, rio”. O homem no meio do rio, como o "diabo na rua, no meio do redemoinho".
Aspas para JGR, via Riobaldo, e Milton Nascimento.

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