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domingo, 2 de janeiro de 2011

Entre Brás Cubas e Riobaldo



Brás Cubas já morreu e suas palavras tem peso específico em função desse fato. Que mais o poderia atingir? Está morto. O ponto de vista ou a situação o liberta de qualquer medo. Riobaldo ainda vive e não pode "esperdiçar" palavra, "porque viver é um negócio muito perigoso". Preciso distinguir a "memória" viva de Riobaldo e a imaginação milenar que existe nela. A atualização que ele faz, falando, lembrando, enredando os fatos vividos, compõe o que ele ainda é, vivo, e pecador. Sonho em poder delinear o espaço imaginado por Riobaldo, que, no fim, o produziu, e o "cuspiu do quente da boca": o "sertão", mas só umas "veredazinhas".

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