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domingo, 21 de novembro de 2010

Viagem à imaginação I


Diferentemente de muitas pessoas, não tenho dificuldades para aceitar a ideia de que o sertão não existe como lugar concreto. Digo isso sem discutir "lugares" nem "concretudes". São termos por enquanto provisórios. Por outro lado, reconheço e respeito a dificuldade em muita gente. Tanto é assim que eu vou para dentro do conceito, achando que estou indo para dentro da Nação. Não quero saber o que pensam as pessoas pelo caminho. Acredito que adivinho, já reconhecendo também a presunção. Trata-se, porém, de presunção metodológica. Minha hipótese nula é que encontrarei o que procuro, não o encontrando. Tentarei atravessar o "sertão", do qual só quero o que restar em mim depois. A própria viagem já é um princípio: "o sertão não é aqui" e o "o Brasil não é longe daqui". Por enquanto, só existo eu mesmo (ou a minha experiência). Ou então teria que haver diferença entre Hong Kong e São Romão. Faltam 32 dias e eu tenho dois mapas (um físico e outro, imaginário) e nenhum roteiro.

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