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sábado, 27 de novembro de 2010

O Primeiro esboço da caminhada, ainda na Antropologia, abril/10


NA BUSCA DA FORMULAÇÃO DO OBJETO DOS DISCURSOS SOBRE O LUGAR SERTÃO
UM ESQUEMA A PARTIR DE M. FOUCAULT E P. RICOEUR
(A Arqueologia do saber e Interpretação e ideologias):

1 – DEMARCAR AS SUPERFÍCIES PRIMEIRAS DE EMERGÊNCIA DO OBJETO

Minha situação:
estou em busca dos sinais do aparecimento do possível objeto material do lugar chamado “sertão” (fenômeno brasileiro?) em textos (criações humanas e ideológicas) e não em algum espaço físico ou territorial nem em entrevistas com possíveis habitantes de alguma “região” específica; esse objeto que busco teria sido mencionado já na Carta de Caminha (primeiro “nativo” do “meu” sertão?) ao seu Rei, quando do contato com as terras brasileiras; teria sido mencionado depois em relatos de viajantes pelo interior do país; percorrido pelos bandeirantes em busca de riquezas; que emerge depois como “passado histórico” dos românticos brasileiros (Alencar, Taunay); emerge quando não sei na cultura popular (cordel, música, festas); emerge como “realidade positiva” na “descrição densa” de Euclides da Cunha (Os Sertões); novamente emerge no “regionalismo” (de dimensões universais) em Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa.

2 – DESCREVER AS INSTÂNCIAS DE DELIMITAÇÃO DO OBJETO


Minha situação:
estou em busca dos limites do objeto lugar-sertão :
  1. limites ideológicos físicos/materiais: Geografia; História; Geologia; Hidrologia; Hidrografia; Fitogeografia; Economia; Ecologia; Sociologia; Antropologia e
  2. limites ideológicos míticos/imaginários: Pensamento social brasileiro, Filosofia; Música; Folclore; Literatura


3 – ANALISAR AS GRADES DE ESPECIFICAÇÃO DO OBJETO

Minha situação:
estou em busca dos “diferentes” sertões: o semi-árido; o vazio/deserto; o longe; o que não é aqui; o histórico; o social; o econômico; o físico; o ideológico; o mítico; o imaginado; parte da “matéria vertente”; interior do país; sertão nordestino; sertão de Minas; sertão que encontra o mar; Sertão dos Cariris Velhos; Seridó; o sertão que virou mar; sertões cearenses; Alto Sertão de Patos (PB);os sertões goianos; a Borborema; os sertões altos; os sertões baixos; o sertão-mundo de Riobaldo, entre outros.
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Minhas fontes:
  1. textos (ou quaisquer narrativas) que “constroem” ideologicamente ou sugerem a existência do lugar sertão como realidade concreta e
  2. textos (ou quaisquer narrativas) que “desmaterializam”, também ideologicamente, ou sugerem a existência de um lugar sertão imaginado, criado por e revelado nos enunciado.

Meus objetivos:
saber se essas formulações constituem a identidade nacional brasileira ou definem o sertão não como uma “região física”. “lugar concreto”, mas como um "lugar no mundo" do brasileiro, o “seu” lugar de ser, com base no texto Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, definindo, então, também, o brasileiro.

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